Inês Online

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Monday, May 08, 2006

Trabalhadores Unidos no 1º de Maio

O Dia do Trabalhador foi assinalado por inúmeros desfiles e manifestações, um pouco por todo o Mundo. Houve algumas tensões, sobretudo na Ásia e África. Na Europa, não se verificaram grandes incidentes, à excepção da Turquia.

Em Portugal, tudo decorreu normalmente, havendo algumas concentrações pacíficas. Os trabalhadores manifestaram-se contra o desemprego e criticaram algumas das medidas adoptadas pelo actual governo. Também se realizou o habitual desfile da Confederação Nacional dos Trabalhadores Portugueses, entre o Estádio 1º de Maio e a Cidade Universitária, em Lisboa.

Analogamente, em outros países da Europa, como a Polónia, protestou-se contra a falta de emprego e diversas medidas tomadas pelos seus dirigentes, essencialmente a nível social. Na França houve contestações contra o trabalho precário. Na Alemanha, as organizações sindicais prosseguiram com o seu objectivo de pressionar o governo em relação às reformas sociais que deverão ser tomadas em breve. Os ministros italianos foram ridicularizados no seu país, durante os desfiles comemorativos do Dia do Trabalhador. As greves no sector marítimo e nos transportes fizeram-se sentir na Grécia. Na Europa, os únicos incidentes a lamentar verificaram-se na Turquia, onde foram detidos 20 militantes de esquerda. Como os manifestantes ocuparam uma zona interdita, a polícia turca utilizou matracas e gás lacrimogéneo durante as detenções, para afastar a concentração.

A luta pelos direitos individuais e colectivos destacou-se no continente asiático. No Cambodja, apesar das interdições, dezenas de trabalhadores sairam à rua em protesto, exigindo um aumento salarial e uma redução do horário laboral. Tentaram avançar para o Parlamento, mas a polícia impediu-os. Na Tailândia, foram milhares os trabalhadores que desfilaram até à sede do governo, também em defesa do aumento dos salários. O Sri Lanka voltou a ser palco de violência, com a explosão de uma mina no nordeste da ilha. Apesar dos habituais desfiles do 1º de Maio terem sido cancelados, por se temerem novos atentados, o país assistiu a mais 5 mortes. Na Indonésia também se verificaram manifestações. No entanto, este dia não é aí considerado feriado nacional.

O 1º de Maio também ficou marcado por protestos contra os governos asiáticos. A partida da presidente das Filipinas, Gloria Arroyo, foi reclamada por vários milhares de pessoas. No Nepal ouviram-se vozes de protesto contra as leis sociais impostas pelo rei. A China assistiu às habituais comemorações comunistas.

Um pouco por todo o Mundo, foram-se verificando protestos de diversa ordem. Nos E.U.A., como o 1º de Maio não é feriado, os emigrantes portugueses sujeitaram-se às leis daquele país. Em geral, os portugueses a viver nos Estados Unidos foram trabalhar normalmente. Não acederam à greve com receio de perderem os seus empregos.

Sobre o 1º de Maio:

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